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sábado, 13 de agosto de 2011

Chegou a hora de mudar!

Estamos em mudança! Nós. Em Portugal. No Mundo. Basta ver como aceitamos a necessidade de medidas duras e difíceis. Como olhamos para essas medidas como parte do "castigo" pelos exageros que todos cometemos, e muitos continuamos a cometer.
Mas o Mundo ainda não se auto-governa. A lei do mais forte não serve. E precisamos de olhar para os que ainda não compreendem que esta cultura do receber sem dar, dos direitos sem deveres, do culto das "celebridades", dos jogos que exploram as fraquezas de alguns, do short selling, dos paraísos fiscais, das obras faraónicas, do curto prazo, não leva a lado nenhum.
Hoje, felizmente, começa a haver sinais de que estamos a olhar para estes problemas com outros olhos. Basta olhar para meia dúzia de canais de TV ou de jornais internacionais para percebermos isso.
Temos que perceber o que queremos do Estado, do governo, da Europa, como recompensamos os mais empreendedores, como garantimos uma vida digna aos menos capazes, e quanto estamos dispostos a pagar por isso.
O caminho é naturalmente estreito, cheio de dificuldades. Só que não há alternativa.
Chegou a hora de mudar!

domingo, 10 de julho de 2011

Malditas agências de rating

Mas que é isto? Somos governados pelas agências de rating? São esses tecnocratas desenraízados que se sentam nas secretárias dos gabinetes da Moody's, da Fitch ou da Standard & Poor's que ditam o modo como vamos viver nos tempos mais próximos? Mas que sabem elas de nós, da nossa história, da nossa identidade, do nosso modo de viver? Nada! Nada! Nada!
Sabem fazer contas e emitir opiniões. Sobre as empresas, as instituições, os Estados que as contratam! Que as contratam... E nós contratamo-las para elas emitirem aquelas opiniões sobre nós. Que mal agradecidos!
E porque é que as contratámos, ao fim e ao cabo?
Pela simples razão de que as entidades que nos emprestam dinheiro exigem que nós exibamos um rating "decente" avaliado por uma ou mais agências de uma short list qualquer, e elas lá estão! Apesar do histórico de avaliações erradas...
Embora o nosso downgrading pela Moody's não seja definitivamente uma avaliação errada! Ou achamos que se cumprirmos os acordos, se emagrecermos como nos estão a pedir, algum dia conseguiremos inverter a situação, pagar a dívida monstruosa e "voltar aos mercados"?
Ninguém acredita!
Todos sabemos, há muito tempo, desde a negociação incompleta para a entrada no Euro, que a construção da Europa ficou a aguardar melhores dias, e que é isso que estamos a pagar.
Felizmente, parece que agora os políticos europeus começam a descobrir que a solução do problema está nas mãos deles! Que há outras maneiras de ver a Europa. Que não estamos condenados a viver todos de forma igual. Que todos os países têm as suas riquezas. Que talvez se possa viver em harmonia numa Europa menos obcecada pelo dinheiro.
Ainda vamos agradecer à Moody's...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Que parva que é!

Esta ideia de um emprego para a vida, que paga um ordenado ao fim do mês, certinho, num mundo que não muda, é completamente irrealista, obviamente.
Estes empregos teriam de ser garantidos por muitas empresas grandes, pouco flexíveis, vivendo numa economia de regras obsoletas, empresas iguazinhas àquelas que vemos morrer todos os dias, e sem deixar saudade!
O mundo muda! Os gostos mudam! O consumo muda! Novas profissões surgem todos os dias, novas oportunidades são criadas todos os dias pelos mais preparados, por aqueles que pensam autonomamente e que acreditam neles próprios.
Na raiz do problema estão as expectativas geradas pelos políticos que nos seus discursos são capazes de prometer o impossível, de explorar a ignorância, e a crença infundada de jovens pouco habituados a pensar pela sua cabeça, e a decidir de acordo com as suas próprias opções.
Esta ideia que os une de que o Governo há-de e tem de resolver todos estes problemas é completamente anacrónica.
Assim, entretidos nas ficções das ondas no Facebook ou numa moda nos Morangos, ou mesmo numa palavra de ordem da esquerda radical, os mais novos esquecem-se de pensar na mudança necessária, e na sua contribuição para essa mudança, para a mudança que aqueles mais empenhados na resolução dos problemas do País procuram promover.
As soluções existem, mas exigem que se perceba como funciona o mundo hoje, que o trabalho que nos espera não será possivelmente aquele como que sonhamos, que essa utopia não existe!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Guia eleitoral

Constitucionalmente, o candidato para ser eleito tem necessariamente de obter mais de metade dos votos validamente expressos.
Vejamos então quais são as hipóteses de votação que restam a um cidadão:
  • não ir lá: contribui para aumentar a abstenção e dá um sinal de descontentamento relativamente ao regime em vigor;
  • ir lá e votar branco: tem o mesmo efeito eleitoral que o anterior, pois não é um voto validamente expresso, não contribui para a abstenção, mas dá a ideia que qualquer candidato serve;
  • ir lá e votar nulo: parecido com o anterior, mas dá a ideia que nenhum candidato serve;
  • ir lá e votar num candidato: é o voto dos que sabem o que querem;
  • ir lá e votar num candidato qualquer excepto naquele que não queremos: é o voto inteligente, é um voto validamente expresso, que aumenta a possibilidade de o candidato incumbente ter de nascer outra vez e lhe dá tempo para explicar as trapalhadas em que nos meteu e em que se meteu, com os seus amigos e vizinhos.
Domingo, podemos votar ou não, mas que o nosso voto tenha uma leitura e um efeito claros! Eu já sei o que vou fazer!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Negociar em Marrocos e noutros países...

Há quem goste e há quem deteste. Eu gosto. Nunca tive nenhum problema.
E já me vi em muitas situações à primeira vista hostis, pelo menos aos olhos de um europeu que não esteja preparado para compreender o sistema de vendas destes povos, seja no Norte de África seja na Turquia.

Nunca, mas mesmo nunca se deve perguntar por um preço e depois simplesmente dizer obrigado e virar as costas. É um insulto grave. Quem pergunta, quer comprar, e tem de estar preparado para regatear, ou oferecer um preço, ou pelo menos dizer que é muito caro.
Mas nunca, mesmo nunca, force o seu preço. O vendedor normalmente faz questão em ser ele a fixar o preço final da transação, pelo que devemos deixar margem de manobra para esse jeitinho final. É uma questão de honra para ele.

Uma vez , no Grand Bazaar em Istambul, vimos um tapete que nos interessava. Antes de entrar, combinamos entre nós que pagaríamos 200 € pela peça. Depois perguntei o preço. 1000, disse ele. Muito caro, disse eu. 800, disse ele, porque eu era o primeiro cliente do dia... Muito caro, disse eu. Fez umas contas na máquina de calcular, e pediu 600. Já perdia dinheiro! Não, disse eu. Ofereça, disse ele. 200 euros, disse eu. Ficou zangadíssimo, disse asneiras, mas não me pôs na rua... 400, pediu, só para se ver livre de mim. Não. 350. Não. 300. Não. 250. Era a última oferta dele. Não, e viemos embora. Veio atrás de nós. 210?!
Aceitei. Não podia violar a regra de ser o vendedor quem fixa o preço. É o pequeno jogo de que eles tanto gostam. Claro que se fica sempre com a sensação de que eles é que ganharam no negócio, mas isso...

Outro jogo que os vendedores sempre jogam é o jogo das nacionalidades. Eles sabem que negociar com um português, um espanhol, um italiano, um russo, são coisas completamente diferentes, pelo que precisam dessa informação. E se lhes dificultamos o acesso à informação, eles não gostam... Portugais? Ronaldo. Mourinho. (os nossos valores em alta...)

Finalmente, eles usam todos os estratagemas para tentar vender, mas são completamente pacíficos; é sempre possível dizermos que não estamos interessados e virmos embora sem problema. Dois pequenos episódios, um em Agadir e outro em Marraquexe, assim o ilustram.

Em Agadir, estávamos no ClubHotel Riu Tikida Dunas e pedimos um taxi para irmos a um centro comercial conhecido. O condutor logo perguntou o que queríamos comprar, nós dissemos que só queríamos ir àquele centro, ele disse que conhecia um sítio fabuloso para tapetes, e perante a insistência dele, aceitamos ir lá. Era longíssimo, fora da cidade. Vimos. Dissemos que não gostámos de nada e dirigimo-nos para a porta. Lá estava o táxi, mas sem condutor! Vieram-nos dizer que tinha chegado a hora das orações e ele fora à mesquita. Passados uns longos minutos, chega uma carrinha com novas cores de tapetes, e logo a seguir, o taxista! Tinha sido um estratagema para nos forçar a esperar. Não compramos nada, e viemos embora.

Em Marraquexe, eramos seis, e numa daquelas ruas que dão acesso à praça de Djemaa El-Fna, um marroquino impecavelmente vestido de branco aproxima-se e convida-nos a ver o estabelecimento dele, que parecia ser apenas uma pequena sala. Oferece-nos chá de menta, e leva-nos, para uma sala, e uma segunda, e uma terceira, e ao primeiro piso, e a mais salas, mostra-nos coisas lindíssimas, mas parte do grupo começou a sentir algum pânico resultante do facto de não saber mais como sair da loja. Disse ao homem: não vamos comprar nada, lamento; pode-nos indicar a saída, por favor? Certamente, disse ele, e saímos.

Não devemos confundir o nosso próprio desconhecimento dos hábitos com insegurança.

domingo, 4 de abril de 2010

Revisitar Seoul

Hoje estive a experimentar a nova possibilidade que o MEO oferece de associar uma conta fotos.sapo.pt a uma conta MEO. É interessante, pois é possível associar a mesma conta de fotos a múltiplas contas MEO e assim partilhar fotos de um modo controlado. A qualidade da imagem não é famosa, mas aceita-se e certamente que vai melhorar de forma acelerada.
Escolhi para experimentar uma selecção de fotos que fiz em Seoul há cerca de dois anos

e de repente dei comigo a pensar naqueles dias na Coreia do Sul. Dias de calor, de chuva e de manifestações. Muito calor, muita chuva e muitas manifestações.
Fiz a viagem como gosto. Porto-Frankfurt-Seoul e volta. Hotel President em Seoul. Depois um salto a Daejeon para uma conferência e regresso a Seoul. Em Julho, quente em todos os sentidos, em plena crise da carne. Manifestações duras, duríssimas. Tudo gente nova, manifestantes e polícias. Barreiras de autocarros quase intransponíveis. Zonas inacessíveis.
Cheguei a Seoul por volta das 11:00 horas locais. Verifiquei logo que o meu telemóvel não tinha roaming. Ainda no aeroporto arranjei moedas e tentei uma cabine telefónica. Nada. O que vale é que rapidamente alguém me avisou que a cabina que eu estava a usar só funcionava com as moedas antigas e me ensinou a resolver o problema.
Como de costume, fui de autocarro para o hotel. Tudo como o Google tinha previsto. O hotel ali mesmo em frente. O único óbice foi mesmo a barreira de autocarros da polícia entre a paragem do autocarro e o hotel. Absolutamente intransponível, pois os autocarros estavam encostados uns aos outros. Um polícia logo me explicou que teria de ir até ao fim da barreira e voltar pelo outro lado...
Seoul é uma cidade fantástica. Cheia de vida e de cor. Mesmo quando chove muito. Agitada, ferve. Para além das terríveis manifestações contra a importação de carne bovina dos EUA, vi manifestações de apoio ao Falun Gong, de protesto contra a Coreia do Norte, religiosas, folclóricas, todas levadas a sério, explicadas a todos, incluindo os turistas como eu, em absoluto respeito.
Seoul é Coreia. Coreia é Ásia. Outra civilização. Muito antiga. Muito paciente. Com gente nova que trabalha e que sabe o que vale. Que leva a educação a sério. Muito a sério. Desde a primeira escola. Que constrói o futuro.
Apesar das manifestações. Ou não fosse frequente à noite manifestantes e polícias se encontrarem todos nos mesmos restaurantes...

domingo, 20 de setembro de 2009

O comportamento caótico do voto útil...

Uma vez que todos os votos contam, mesmo os nulos e os que não se depositam nas urnas, fala-se agora muito em voto útil. Mas estamos numa situação em que o voto útil não é fácil de decidir. Parecendo que a grande maioria das pessoas pretende hoje que Sócrates ou Manuela governem, mas sem maioria absoluta, a questão é, pois, como é que se consegue um resultado destes?
Como se todos os que pretendem um governo Sócrates, ou Manuela, com maioria relativa, votarem Sócrates, ou Manuela, pode muito bem acontecer que essa maioria se transforme em absoluta, há aqui um problema de inteligência colectiva que não é fácil de equacionar.
Há dois tipos básicos de comportamento humano que aqui se confrontam, tal como num jogo de cara ou coroa, em que há os que jogam cara porque têm saído muitas caras, e os que jogam coroa porque... têm saído muitas caras! Agora, é os que votam Sócrates, ou Manuela, porque as sondagens lhes dão vantagem, e os que votam Sócrates, ou Manuela, porque as sondagens não lhes dão vantagem! Outra situação deste género é o da evolução de uma população, em que se combinam os efeitos da população, quantos mais pais mais filhos, e da fome, quantos mais pais, menos filhos.
Ao estudar este problema, Verhulst chegou a uma equação recursiva muito simples
x(n) = alfa.x(n-1).[1 - x(n-1)]
em que x(n) é um valor entre 0 e 1 e alfa é uma constante de proporcionalidade, alfa < 4, tendo chegado à conclusão que para alfa superior a 3.57 a sequência começa a exibir um comportamento caótico.
O que explicava o comportamento aparentemente imprevisível das populações de coelhos em certas ilhas, e talvez explique a dificuldade de realizar sondagens nos dias de hoje...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A New Kind of Science

Sou um admirador incondicional de Stephen Wolfram, o criador de Mathematica, uma ferramenta extraordinária de computação, modelação, simulação e documentação, e usada em MathWorld, uma fantástica colecção de recursos de matemática criado pelo não menos notável Eric Weisstein, de WolframAlpha, um motor de conhecimento computacional que começa agora a ser compreendido, e de tantas outras iniciativas.
Não resisti a adquirir a versão em papel de A New Kind of Science, que está completamente disponível na Web, mas que tem um sabor especial se puder ser manuseado em papel. Disse manuseado, e não disse lido. O livro contem material desenvolvido ao longo de 20 anos, 1200 páginas de texto altamente condensado e sintético, meio milhão de palavras, e a sua escrita necessitou de cerca de 10 anos de trabalho contínuo, cem milhões de teclas premidas, centenas de milhares de páginas de notas em Mathematica, um milhão de linhas de código, e mais de um milhão de biliões de operações de computador.
Wolfram nasceu em 1959 em Londres, é um jovem.
A New Kind of Science, em papel, ou na Web, é incontornável para quem quiser perceber as relações entre as ciências que nos rodeiam e que afectam e de certo modo determinam as nossas vidas. Vale a pena visitar o site, onde se encontram projectos de demonstração, foruns de discussão e muitas outras oportunidades de entrar no munod de Stephen Wolfram.

sábado, 11 de julho de 2009

terça-feira, 16 de junho de 2009

Três sugestões para Roma

Roma é isto.
Assim de repente, na mesma semana, é possível encontrar três momentos únicos, o primeiro dos quais nunca aconteceu nos últimos 1200 anos:

La Bibbia Carolingia dell'Abbazia di San Paolo fuori le Mura,
que pode ser vista, pela primeira vez, em Roma até ao final deste mês, na Abadia de São Paulo Fora de Muros.
Giotto e il Trecento "Il più Sovrano Maestro stato in dipintura", a Arte de Giotto, século XIII.
Beato Angélico - L'Alba del Rinascimento, Fra Angélico nos Musei Capitolini.


sábado, 23 de maio de 2009

Roma

Cheguei ontem de Roma e, de acordo com os meus registos, foi a minha sexta viagem àquela cidade, nos últimos 20 anos.
Foi também aquela que mais me impressionou.
Sempre gostei da cor e do movimento de Roma, dos sons, da confusão, do calor, e mesmo do lixo. Da Roma imperial e da Roma renascentista. Do Coliseu, da Fontana di Trevi, do Trastevere, do Campo dei Fiori e da Piazza Navona!

From Italia

Mesmo assim, nunca tive Roma na minha lista das top 7 cidades.
Faltava qualquer coisa que me fizesse querer regressar lá.
Mas estes últimos dias, em que pude contactar mais profundamente com muita gente, dia e noite, em que senti o calor das coisas e das pessoas de um outro modo, talvez me façam mudar de opinião.
Há muitas Romas em Roma. Mas a Roma dos romanos, aquela que fala alto, que anda nos autocarros e no metro, que conduz os carros como scooters e as scooters como brinquedos, que sofre e brinca com a crise, merece sempre um regresso.
Até breve.

domingo, 26 de abril de 2009

25 de Abril de 1974

Sou da geração de nasceu depois da segunda grande guerra mundial, e tinha 27 anos em 25 de Abril de 1974. Soube muito pouco dos horrores dessa guerra, ouvi falar vagamente do racionamento de bens alimentares, e de todas as dificuldades, mas passei pelas campanhas de Humberto Delgado e de 1969. Opunha-me totalmente à guerra colonial, e senti a presença de PIDE mais do que uma vez. Quando, ainda aluno da FEUP, estive com os da frente na tentativa conseguida de alterar os nossos planos de estudo, tendo chegado a 'enfrentar' o então ministro Veiga Simão, e já no início dos anos 70, quando estive mais uma vez com os da frente na Assembleia dos Assistentes da FEUP.
Vivi com muita alegria o dia 25 de Abril de 1974 e os primeiros anos depois da revolução.
Mas já se passaram 35 anos, e ainda não aconteceu a revolução, essencialmente cultural, que nos tirará desta posição de tudo esperarmos do governo, sem perceber que o governo somos nós que escolhemos e que o governo deve cumprir um mandato claro do povo e sujeitar-se à sua avaliação. O País está mal, os sistemas essenciais não funcionam nem se regeneram, a corrupção grassa todos os níveis.
Deve estar na hora daqueles que nasceram depois do 25 de Abril de 1974 olharem bem à sua volta e criarem a sua revolução, dotarem o País de uma visão estratégica, de objectivos, planos de acção, orçamentos e equipas capazes de executar esses planos e de prestar contas.
E de pôr fim a essa instituição chamada subsídio de desemprego, que deveria ser substituído por um subsídio de emprego, que não autorize o parasitismo de milhares e milhares de indigentes que vivem à custa daqueles que bem ou mal lá vão trabalhando!

sábado, 18 de abril de 2009

Senhores empresários e gestores!

“Empresários e gestores submissos em relação ao poder político não são, geralmente, empresários e gestores com fibra competitiva e com espírito inovador. Preferem acantonar-se em áreas de negócio protegidas da concorrência, com resultado garantido”. E quem o disse foi Cavaco Silva, que por uma vez subscrevo, palavra a palavra.
Esta fibra competitiva, este espírito inovador, são factores culturais que nos são avessos, são desafios geracionais cujos resultados só se vêem a longo prazo, mas que é preciso enfrentar desde já. Nomeadamente junto dos mais novos!
É por isso mesmo que eu apoio o projecto Pular a Cerca II, que visa exactamente fomentar a criatividade e a inovação junto dos alunos da Escola do Cerco do Porto, e lá estarei em 28 de Abril, juntamente com outros colegas que partilham esta visão.

domingo, 29 de março de 2009

Mamaracho horrível!

O Porto está a ficar mais bonito.
A marginal do Douro é linda.
O novo molhe da Foz criou um espaço novo, cheio de possibilidades (esperemos que a hidráulica não nos pregue nenhuma partida...)

From Portugal
Vamos ter uma esplanada nova e uma viagem ao centro da tempestade!

From Portugal
Portanto, pergunto: o que está este mamarracho aqui na Rua do Ouro a fazer?

From Portugal
Será que não aprendemos o valor económico de um espaço agradável, com história, onde as pessoas se sentem bem?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A Batalha do Salado

Viajando hoje entre Sevilha e Granada, passei pelo campo da batalha do Salado.
Sabia muito bem que esta batalha tinha sido travada entre o exército português, comandado pelo Rei D. Afonso IV, o Bravo, e o exército mouro, chefiado pelo rei de Granada, e que fora decisiva para pôr termo ao sonho árabe de ocupar toda a península ibérica.
Sabia ainda da célebre recusa de D. Afonso IV de aceitar a sua parte dos despojos da batalha e das nobres razões que invocou.
Não sabia que tinha sido travada em 30 de Outubro de 1340, e não sabia, confesso, onde se situava a ribeira do Salado. E gostei de ver o episódio contado neste sítio, intitulado Patriotas Españoles.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Quando um Homem Quiser

Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

José Carlos Ary dos Santos

domingo, 23 de novembro de 2008

The Book Depository

Eu compro a maioria dos meus livros no The Book Depository.
Porquê? Enviados em embalagem individual, sem custos de envio, e normalmente mais baratos que na concorrência... De uma forma transparente!
Ainda ontem encomendei um livro. Este. E lá estão, bem visíveis, no sítio do livro, o Amazon Price e o botão Buy from Amazon. Não o usei, mas este conceito de being fair, de ganhar dando todas as hipóteses ao adversário, delicia-me. Faz-me lembrar as fantásticas regras do cricket.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Empowerment

Ultimamente tem-se falado muito de empowerment. É um conceito complexo, que diferentes pessoas e comunidades vêem de diferentes maneiras. Muito ligado ao Programa Equal.
Se procurarmos traduzir para português, percebemos. Há quem use empoderamento, o acto de conceder o poder a alguém,  e há quem use apoderamento, o acto de ganhar o poder de alguém. E mesmo a palavra inglesa é entendida nestes dois sentidos: um inglês entende-a mais no primeiro sentido, e um irlandês entende-a essencialmente no segundo. Curioso, não é? Vale a pena ler aqui.
É que empowerment, autonomia, decisão, são pilares da dignidade humana.
Conheço um grupo de pessoas que se dedica a promover o empowerment como forma de desenvolvimento individual e colectivo. Encontra-se num projecto chamado Autonomus, e numa rede social com o mesmo nome, onde todos são aceites. Registem-se e venham ver o que se passa. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Serviço de qualidade

Aconteceu-me em Brighton, onde vivi quase quatro anos, entre 1977 e 1981.
O telefone que estava a utilizar para ligar para casa engoliu as duas moedas de 10p que eu tinha, e nada. Desesperado, liguei para o operador, a quem disse o que se passara. Pediu-me o nome e morada, e o número para onde pretendia falar. Fez a ligação e deixou-me falar todo o tempo que quis. Dois dias depois, recebi em casa selos do Royal Mail no valor de 20p!
Afinal, custa tão pouco ser civilizado.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Transparência

Em Julho estive em Seoul, na Coreia.
No metro, fiz uma manobra errada numa saída, e de repente vi-me do lado de dentro e com o bilhete já marcado como se tivesse saído... acontece.
Como sair? Estava eu a pensar nisso, salto ou não salto, quando me aparece um coreano a dar-me ajuda. Muito simples: ali naquela porta há um botão vermelho e se o premir a porta abre e sai...
Lá fui eu. Premi, a porta abriu, e durante uns segundos uma sirene apitou e toda a gente olhou para mim...
Claro que ninguém me ligou. Percebia-se logo o que tinha acontecido.
Mas é bem pensado. E transparente.