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sexta-feira, 13 de março de 2009

Cidadania digital

Ser cidadão é ter direito à vida, à saúde, à educação, à habitação. E participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Que se faz hoje em boa medida na Internet, usando novos meios de comunicação e de participação.
A educação para a cidadania digital é assim indispensável à vida democrática.
Este blogue nasce com essa preocupação.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A Batalha do Salado

Viajando hoje entre Sevilha e Granada, passei pelo campo da batalha do Salado.
Sabia muito bem que esta batalha tinha sido travada entre o exército português, comandado pelo Rei D. Afonso IV, o Bravo, e o exército mouro, chefiado pelo rei de Granada, e que fora decisiva para pôr termo ao sonho árabe de ocupar toda a península ibérica.
Sabia ainda da célebre recusa de D. Afonso IV de aceitar a sua parte dos despojos da batalha e das nobres razões que invocou.
Não sabia que tinha sido travada em 30 de Outubro de 1340, e não sabia, confesso, onde se situava a ribeira do Salado. E gostei de ver o episódio contado neste sítio, intitulado Patriotas Españoles.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Origem da inimizade entre árabes e judeus

As pessoas batem-se por verdades! E quando há mais do que uma verdade, temos um problema difícil.
A inimizade entre árabes e judeus tem uma origem bíblica:
Abraão, por não ter herdeiro já aos 85 anos de vida, deita-se com sua escrava Agar, com o consentimento de sua mulher Sara, e torna-se pai de Ismael.
Mais tarde, quando Abraão tinha já cem anos de idade, nasceu o seu primeiro filho legítimo, Isaac, filho de Sara, herdeiro da Aliança de Deus, possibilitando a promessa do Senhor de que faria de Abraão o pai de uma nação. Logo após o nascimento de Isaac, Agar e Ismael, respectivamente a serva de Sara e o filho de Agar e Abraão, foram expulsos. Mas Deus protegeu-os: Ismael cresceu e tornou-se pai de um grande povo. Os ismaelitas tem sido identificados com os árabes, Maomé é descendente de Ismael, e é por isso que a inimizade entre árabes e judeus tem uma origem bíblica.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Quando um Homem Quiser

Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

José Carlos Ary dos Santos

domingo, 14 de dezembro de 2008

Generación Y

Leio regularmente o Generación Y, o blog de Yoani Sanchez, que vive em e escreve de Cuba.
Nunca estive em Cuba, mas sei que viver lá não nada é fácil. Por muitas razões.
Mas isso não é razão para se perder o sentido do humor. O humor pode ser mais corrosivo que muitas palavras azedas.
O poema que se segue veio à cabeça da Yoani quando recebeu, em Cuba, uma ilha, rodeada de mar, salgado, um pacote de sal proveniente do Chile! Corria em Cuba em tempos mais antigos em que a comida abundava mais na propaganda na televisão e nos jornais que na casa de cada um:

La yuca, que venía de Lituana
el mango, dulce fruto de Cracovia
el ñame, que es oriundo de Varsovia
y el café que se siembra en Alemania.

La malanga amarilla de Rumania
el boniato moldavo y su dulzura
de Liberia el mamey con su textura
y el verde plátano que cultiva Ucrania.

Todo eso falta y no por culpa nuestra
para cumplir el plan alimentario
se libra una batalla ruda, intensa.

Y ya tenemos la primera muestra
de que se hace el esfuerzo necesario:
hay comida en la tele y en la prensa.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Preços dos combustíveis

Um fim de semana em Madrid permite ver de uma só vez todas as diferenças entre nós e eles.
Sendo dois países tão próximos, sendo tão simples e facilitada a comunicação entre os dois povos, são surpreendentes essas diferenças: na rua, nos gestos, no ruído, na oferta cultural e de espectáculos, nos restaurantes, nas lojas, na disciplina, nas relações com a autoridade, e na autonomia pessoal, na capacidade de cada um tomar as suas decisões de uma forma autónoma.
Depois, há o preço dos combustíveis
From España
Não é fácil perceber porquê estas diferenças substanciais.
E por outro lado, lá pode adquirir-se BioDiesel!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Maus gestores

O ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Mariano Gago, admitiu hoje que existem maus gestores nas universidades públicas. Eu tenho a certeza.
Na minha óptica, gestão implica uma visão estratégica, objectivos, e depois conceber planos de acção, executar e avaliar. Consumindo recursos, naturalmente. Que são escassos, naturalmente. E vêm dos nossos bolsos, obviamente.
O que se espera dos gestores é que consigam o máximo consumindo o mínimo. É isso que todos fazemos em nossas casas. Reduzindo os desperdícios. Sendo mais eficientes. Mais criativos.
Ainda estamos muito longe.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Já nada é como dantes!

Lá se foi o dogma! O teorema da amostragem de Shannon, a frequência de Nyquist, tudo aquilo em que acreditamos durante tanto tempo (eu já explico) afinal não serão verdades absolutas. Vem um tal Emmanuel Candès, e estraga tudo!
A ideia de que para ser representado sem erro um sinal deve ser amostrado a uma frequência pelo menos dupla da sua frequência máxima foi posta em causa. E realmente convenhamos: a que propósito nos esforçamos para amostrar um sinal de áudio a 44100 amostras por segundo, o que origina que, por exemplo, uma faixa de música de 3 minutos, 2 canais, 16 bits por amostra, ocupe qualquer coisa como 180x2x44100x2 bytes, ou seja, uns 32 MB, para depois deitarmos fora 90% dessa informação e ficarmos com um ficheiro mp3 de 3 MB com a mesma qualidade musical?
Aparentemente, estavamos a jogar demasiado pelo seguro: a habilidade consiste em fazer o mesmo usando menos dados, desperdiçando menos. Óbvio!
É este o problema de hoje. Menos força bruta e mais inteligência! Conhecimento. Estava-se mesmo a ver, não é?

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Empowerment

Ultimamente tem-se falado muito de empowerment. É um conceito complexo, que diferentes pessoas e comunidades vêem de diferentes maneiras. Muito ligado ao Programa Equal.
Se procurarmos traduzir para português, percebemos. Há quem use empoderamento, o acto de conceder o poder a alguém,  e há quem use apoderamento, o acto de ganhar o poder de alguém. E mesmo a palavra inglesa é entendida nestes dois sentidos: um inglês entende-a mais no primeiro sentido, e um irlandês entende-a essencialmente no segundo. Curioso, não é? Vale a pena ler aqui.
É que empowerment, autonomia, decisão, são pilares da dignidade humana.
Conheço um grupo de pessoas que se dedica a promover o empowerment como forma de desenvolvimento individual e colectivo. Encontra-se num projecto chamado Autonomus, e numa rede social com o mesmo nome, onde todos são aceites. Registem-se e venham ver o que se passa. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Serviço de qualidade

Aconteceu-me em Brighton, onde vivi quase quatro anos, entre 1977 e 1981.
O telefone que estava a utilizar para ligar para casa engoliu as duas moedas de 10p que eu tinha, e nada. Desesperado, liguei para o operador, a quem disse o que se passara. Pediu-me o nome e morada, e o número para onde pretendia falar. Fez a ligação e deixou-me falar todo o tempo que quis. Dois dias depois, recebi em casa selos do Royal Mail no valor de 20p!
Afinal, custa tão pouco ser civilizado.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Transparência

Em Julho estive em Seoul, na Coreia.
No metro, fiz uma manobra errada numa saída, e de repente vi-me do lado de dentro e com o bilhete já marcado como se tivesse saído... acontece.
Como sair? Estava eu a pensar nisso, salto ou não salto, quando me aparece um coreano a dar-me ajuda. Muito simples: ali naquela porta há um botão vermelho e se o premir a porta abre e sai...
Lá fui eu. Premi, a porta abriu, e durante uns segundos uma sirene apitou e toda a gente olhou para mim...
Claro que ninguém me ligou. Percebia-se logo o que tinha acontecido.
Mas é bem pensado. E transparente.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

População que viveu desde sempre

Sei que o mundo é habitado por aproximadamente 6 700 milhões de seres humanos, mas não tinha ideia de quantos seres humanos terão vivido desde sempre. As fontes de informação que consultei (comecei aqui) levam-me a acreditar que este mundo em que vivemos é um legado de uns 100 000 milhões de seres humanos, cujas contribuições individuais no pequeno período de tempo em que cada um viveu permitiram criar todo o nosso conhecimento colectivo e construir a sociedade actual tal como a conhecemos.
Esta história terá começado há cerca de 200 000 anos, e pensa-se que há cerca de 70 000 anos enormes vicissitudes ameaçaram a população existente, que terá então ficado reduzida a qualquer coisa como 2000 seres, num último reduto algures em África. 10 000 anos depois, a população começou a crescer rapidamente e a expandir-se, assinalando o fim da Idade da Pedra.
A actividade humana esgota-se em duas frentes, a criação do conhecimento e a construção da sociedade. O ciclo de vida individual - nascimento, acasalamento, reprodução, morte - é o verdadeiro segredo da vida e o motor de toda essa actividade.
E vale a pena pensar como tudo isso se processará. Se e como poderá cada um contribuir. Sabemos? Pensamos?
Mas nada me espanta mais do que a comparação daqueles 100 000 milhões com os 700 000 milhões de dólares que o plano Paulsen prevê que serão necessários para começar a corrigir as asneiras realizadas por um pequeno número de aprendizes de financeiros. Nada mais nada menos que 7 dólares por cada um dos seres humanos que nos últimos 200 000 anos viveu à superfície da Terra!
Tenhamos juízo!

domingo, 21 de setembro de 2008

Liga dos Últimos

Não gosto muito da nossa televisão. Mas gosto da Liga dos Últimos. E não sou o único.

From Portugal

Trancrevo um artigo do Francisco Moita Flores na TV Guia nº 1547:

Liga dos Últimos

Não me apetece falar de crimes, nem de violência, nem de polícias. Existem momentos de TV em que a vida pára, em que a ternura emerge, em que a lágrima ou a gargalhada brotam sem que outra razão exista que não seja ver televisão.
Passa na RTP, a várias horas e em vários canais. A Liga dos Últimos, liderada por Álvaro Costa e Hernâni Gonçalves, é uma lição de vida, de festa, de compreensão de um país, o país dos últimos, afinal, o país que somos, sempre em último nos índices de desenvolvimento europeu.
A pretexto do futebol, de jogos das últimas divisões, os seus autores têm o talento de revelar um mundo que não é rosa, nem cabe nas revistas cor-de-rosa, feito de bifanas, paixões e desgarradas. Um país imenso que se descobre na carolice, um país do desenrasca, uma multidão de sonhos vividos como quimeras nos campos pelados, rodeados de bebedeiras, discussões e pobreza. Um país que não é notícia, nem primeira página, que não entra em galas e não sabe, porque lhe é indiferente, o tamanho do mundo. Um país que sobrevive, que transforma a espontaneidade num milagre de vida, desdentado, com projectos que não vão para além do limite da sua rua.
A Liga dos Últimos é uma incursão por um país tão real, que não conhece as Novas Oportunidades, que já ouviu falar vagamente da União Europeia, a quem o talento dos seus criadores e repórteres e a maestria de Álvaro Costa e Hernâni Gonçalves entrega mais doçura e nos deixa na permanente hesitação sobre se não somos todos nós que por ali passamos, umas vezes à canelada, outras vezes de braço dado.
Não é um momento de televisão sobre aqueles que vivem, mas sobre aqueles que sobrevivem. Em que o dirigismo desportivo não tem dinheiro, em que os árbitros não têm razão para serem corrompidos, onde a pureza das intenções vai muito para além da impureza do pó e do álcool, das interpretações e comentários. Então, o Prémio Capitão Moura é impagável e, quando se percebe que está a chegar ao fim, nasce um sentimento de saudade, de desejo que não acabe, e não sabemos se havemos de rir, se havemos de chorar, e chegam-me aos sentidos os sinos de Hemingway quando a ficha técnica encerra aquele tempo de tanto prazer e desprazer, que não perguntarei por quem os sinos dobram. Eles dobram por nós.

Francisco Moita Flores

domingo, 14 de setembro de 2008

Faculdade de Engenharia

A nota mínima de entrada subiu! Melhores alunos ou maiores facilidades?
Dentro em pouco saberemos...

CursoVagasNota mínima
Engenharia Civil175149.5
Engenharia Electrotécnica e de Computadores195 151.8
Engenharia Mecânica112162.8
Engenharia Informática e Computação102161.8
Engenharia Metalúrgica e de Materiais21149.0
Engenharia Química65138.3
Bioengenharia60180.5
Engenharia do Ambiente40154.8
Engenharia Industrial e Gestão50176.3
Ciências de Engenharia - Engenharia de Minas e Geoambiente10142.0