domingo, 26 de abril de 2009

25 de Abril de 1974

Sou da geração de nasceu depois da segunda grande guerra mundial, e tinha 27 anos em 25 de Abril de 1974. Soube muito pouco dos horrores dessa guerra, ouvi falar vagamente do racionamento de bens alimentares, e de todas as dificuldades, mas passei pelas campanhas de Humberto Delgado e de 1969. Opunha-me totalmente à guerra colonial, e senti a presença de PIDE mais do que uma vez. Quando, ainda aluno da FEUP, estive com os da frente na tentativa conseguida de alterar os nossos planos de estudo, tendo chegado a 'enfrentar' o então ministro Veiga Simão, e já no início dos anos 70, quando estive mais uma vez com os da frente na Assembleia dos Assistentes da FEUP.
Vivi com muita alegria o dia 25 de Abril de 1974 e os primeiros anos depois da revolução.
Mas já se passaram 35 anos, e ainda não aconteceu a revolução, essencialmente cultural, que nos tirará desta posição de tudo esperarmos do governo, sem perceber que o governo somos nós que escolhemos e que o governo deve cumprir um mandato claro do povo e sujeitar-se à sua avaliação. O País está mal, os sistemas essenciais não funcionam nem se regeneram, a corrupção grassa todos os níveis.
Deve estar na hora daqueles que nasceram depois do 25 de Abril de 1974 olharem bem à sua volta e criarem a sua revolução, dotarem o País de uma visão estratégica, de objectivos, planos de acção, orçamentos e equipas capazes de executar esses planos e de prestar contas.
E de pôr fim a essa instituição chamada subsídio de desemprego, que deveria ser substituído por um subsídio de emprego, que não autorize o parasitismo de milhares e milhares de indigentes que vivem à custa daqueles que bem ou mal lá vão trabalhando!

sábado, 18 de abril de 2009

Senhores empresários e gestores!

“Empresários e gestores submissos em relação ao poder político não são, geralmente, empresários e gestores com fibra competitiva e com espírito inovador. Preferem acantonar-se em áreas de negócio protegidas da concorrência, com resultado garantido”. E quem o disse foi Cavaco Silva, que por uma vez subscrevo, palavra a palavra.
Esta fibra competitiva, este espírito inovador, são factores culturais que nos são avessos, são desafios geracionais cujos resultados só se vêem a longo prazo, mas que é preciso enfrentar desde já. Nomeadamente junto dos mais novos!
É por isso mesmo que eu apoio o projecto Pular a Cerca II, que visa exactamente fomentar a criatividade e a inovação junto dos alunos da Escola do Cerco do Porto, e lá estarei em 28 de Abril, juntamente com outros colegas que partilham esta visão.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Wolfram | Alpha

Conhecendo Wolfram Research, Mathematica, MathWorld, e tantos outros projectos de Stephen Wolfram, estou cheio de curiosidade sobre o WolframAlpha computational knowledge engine. Já me registei. Não penso que seja outro Google, mas outra coisa diferente (e que vai valer a pena esperar por Maio para ver).
E já agora, deixo esta história, que faz a ligação entre os dois fantásticos projectos, e que fará as delícias de alguns, mais dados a estas coisas da Matemática e da Programação.

domingo, 29 de março de 2009

Mamaracho horrível!

O Porto está a ficar mais bonito.
A marginal do Douro é linda.
O novo molhe da Foz criou um espaço novo, cheio de possibilidades (esperemos que a hidráulica não nos pregue nenhuma partida...)

From Portugal
Vamos ter uma esplanada nova e uma viagem ao centro da tempestade!

From Portugal
Portanto, pergunto: o que está este mamarracho aqui na Rua do Ouro a fazer?

From Portugal
Será que não aprendemos o valor económico de um espaço agradável, com história, onde as pessoas se sentem bem?

Colapso?

Já está disponível a edição portuguesa (Gradiva) do livro de Jared Diamond, Collapse. Como é que as sociedades humanas escolhem entre desaparecer ou sobreviver.
O que separa estas duas possibilidades é o conjunto de decisões de ordem política, económica e social que vamos fazendo todos os dias. E a história ensina-nos que a margem entre uma e outra é muito pequena.
É um daqueles livros que deveria ser de leitura obrigatória.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Pequeninos

Pequeninos são os que não sabem que não sabem.
Os que gostam da protecção do chefe, e decidem como o chefe quer.
Os que não decidem pela sua cabeça.
Os que não suportam que outros não pensem como eles.
Os que não gostam da dúvida.
Os que acham que morrer é obrigatório.
From Portugal

sexta-feira, 13 de março de 2009

Cidadania digital

Ser cidadão é ter direito à vida, à saúde, à educação, à habitação. E participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Que se faz hoje em boa medida na Internet, usando novos meios de comunicação e de participação.
A educação para a cidadania digital é assim indispensável à vida democrática.
Este blogue nasce com essa preocupação.